Quando ele quer...

Quando o cara quer, pode crer que arruma um jeito. Mandando sms, carta, telefonando, email ,
telegrama , código morse , sinal de fumaça[..] Ele vai te dar um sinal, se ele quer mesmo ele vai
dar um jeito. Do contrário não tenha tantas expectativas, porque expectativas causam decepções.
Sabe por quê? Porque homens são previsíveis, se eles querem eles querem, se não querem,
não querem. Não se iluda. Quando o cara quer, não tem distância, problemas, família, trabalho, futebol, estudo,
mãe, barba por fazer, celular sem bateria, chuva, falta de dinheiro que o impeça de ir atrás de quem ele ama.

O fim do mundo ...

O fim do mundo não é no dia 21 de dezembro de 2012. O fim do mundo são os arrastões e assassinatos em São Paulo. É a onda de violência em Santa Catarina. É o furacão em NY. É o goleiro que manda matar a mãe do filho. É a bala perdida que mata a criança. É a mulher que mata a pauladas o cachorro. São os ataques terroristas que matam inocentes. É o aluno que agride o professor. É o professor que agride o aluno. São os adolescentes que planejam matar o colega. É quem ainda joga lixo na rua. São as brigas entre torcidas. É a menina que é estuprada dentro do ônibus. É o ladrão que tem regalias na prisão. É o político que rouba na maior cara de pau. É quem vê um acidente e não presta socorro. É quem presencia uma injustiça e não faz nada. É quem age com imprudência no trânsito. É quem age de má fé na vida. Por isso, o fim do mundo é todo dia.
 Clarissa Corrêa

Ultimamente...

A solidão e eu ultimamente andamos muito próximos. Até mais do que eu achei que seria possível. Nunca gostei muito dela, mas dessa vez eu não tive escolha, tive que aprender a conviver com ela e agora ela é minha maior aliada, bem, junto com a tristeza e a saudade. Essas eu já falei que não são nem um pouco bem vindas, mas parece que a educação lhes falta e elas continuam aqui. Não que a solidão seja boa, mas é que ela é mais fácil de lidar. Com ela eu posso pensar na minha vida, corro menos riscos de errar, com a solidão eu posso ser eu mesma sem medo de julgamentos, posso ler um livro, ouvir uma música, escrever um texto, mas quando ela se mistura com a saudade e a tristeza tudo se complica. É um misto de dor com sensações ruins de que falta alguma coisa, de que está tudo errado. Eu queria que essas duas fossem embora rápido, pois não gosto da presença delas ao meu lado, preferia ficar apenas com a solidão, eu já me acostumei um pouco com ela. É mais fácil pra mim. Não me decepciono tanto com as pessoas, e nem me dou demais para as pessoas. A solidão é um castigo. Mas um castigo bom, sabe? Ela vem me ensinando coisas. Como eu não devo ser tão sentimental ao ponto de me entregar tanto para as pessoas e confiar nas mesmas. Como eu não devo esperar tanto. Como eu devo me colocar sempre em primeiro, segundo e terceiro lugar na minha vida. Como eu sou a pessoa que mais merece o meu amor. Como eu devo amar, mas acima de tudo me amar primeiro. A solidão me mostrou que nada na vida é fácil, mas também nada é impossível quando se deseja de verdade e corre atrás. A solidão apesar de ser dolorida às vezes, anda sendo uma ótima companhia e professora, digamos. Confesso que já tive mais medo dela, mas ela é bem mais amigável do que eu pensava. Sabe quando você vai fazer alguma coisa e está em dúvida entre a certa e a errada mas não sabe  e acaba fazendo a errada? Com a solidão do meu lado, erros são raros. Com ela, aprendi a ver a vida como se estivesse fora dela, como se eu fosse apenas uma visitante de passagem.Porque parece que eu realmente parti, mas ninguém percebeu. E pra falar a verdade, eu realmente parti, parti pra perder algumas pessoas que não me merecem e parti pra ganhar um pouco mais de mim mesma e pra me completar, talvez.

Preciso só de mais coisas simples


 

Tô precisando de coisas bobas. Tô com uma necessidade enorme de sumir por uns tempos, sair sem dizer adeus, caminhar sem rumo, respirar novos ares, conquistar novas amizades, ganhar novos motivos pra sorrir, viver mais histórias, me permitir ser mais livre. Sem compromissos, sem hora marcada, sem medo. Dar risada sem motivo, simplesmente porque o coração tá feliz. Preciso deitar no chão pra ver as nuvens, caminhar na beira do mar, contar as estrelas do céu, observar a lua e fazer bolha de sabão. Sair cantarolando, sem se importar com o que vão pensar, sem me prender ao medo, sem deixar a insegurança e a timidez me comandarem. Me soltar sem vergonha, me permitir mais, perdoar mais, persistir nas coisas boas e diminuir o valor do lado negativo da vida. Quero comprar uma caixa pra jogar as mágoas, pra guardar as lágrimas, deixar mofar lá dentro as amarguras e sentimentos ruins. Esquecer os compromissos, parar de marcar data pra tudo, parar com a mania de apego desnecessário a alguém. Preciso só de mais coisas simples, música boa, tempo pra mim e chá de desapego.  — Um chá de desapego e duas doses de liberdade, por favor.

Ta doendo muito em mim...


Eu to magoada, ta doendo muito em mim, muito mesmo. Mais eu não posso demonstrar isso porque tenho que me preocupar com o mundo que gira em torno de você, tenho que me focar em te ajudar sabendo que não tenho ninguém pra fazer isso por mim. Pegue minhas palavras, coloque-as ao seu favor e contra mim. Faça com que tudo que seja meu fique ao seu lado, o que eu tenho a perder mesmo?. Não tenho nada, nem amigos, nem um amor, nem um carisma, um afeto. Simplesmente não existe nem um pouquinho de sentimento que tenha sobrado. Nem o rancor quem dirá o amor, to correndo dessas coisas. Eu tenho que quebrar muito a cara mesmo. O que mais haverá de acontecer para alguém que carrega tanta dor? depois dessa to preparada pra qualquer coisa, qualquer rasteira que a vida quiser me dar.

Resenha - LOLA


Lola é o remake da comédia romântica francesa Rindo à Toa (2008). Os dois longas, além de terem a mesma diretora e roteirista – Lisa Azuelos – recebem o mesmo título no original, LOL (Laughing Out Loud), alcunha que remete à expressão muito utilizada nos chats do ICQ e MSN. Mas como os dois programas caíram em desuso na maior parte do planeta, durante os quatro anos de intervalo que separam o filme francês do norte-americano, na história do último, o LOL dos Messengers é o apelido da personagem adolescente título, sendo assim chamada pelos amigos. 
A jovem protagonista do filme, de 17 anos, vivida por Miley Cyrus (de A Última Música), vive a típica fase juvenil, em busca de uma própria identidade. Lola vive em conflito com todos: no colégio com os amigos e, especialmente, em casa com sua mãe (Demi Moore, de Margin Call: O Dia Antes do Fim). Depois ter seu coração partido pelo então namorado, se apaixona pelo seu amigo, líder da banda de pop rock do colégio, Kyle (Douglas Booth). As intrigas e inquietudes vividas pelos adolescentes na tela não são levadas a sério em momento algum. A futilidade e a infantilidade na abordagem da trama levam o público específico, no caso os jovens de 15 a 18 anos, a regredirem. Em vez de sensibilizar, fornecer caminhos para o jovem amadurecer, ver as situações por outra perspectiva, o filme, com atuações pífias, para não dizer constrangedoras, corrobora este universo bitolado e termina da mesma forma que iniciou.
Não, Lola não mudará, não é nem um pouco crível que a personagem principal agora é uma jovem adulta quando ela diz que aprendeu o mais importante – ser ela mesma. Na próxima frustração, a adolescente recorrerá ao diário, seu amuleto e chupeta, ou então à mãe, outra adolescente em corpo de adulto, para voltar ao estado de regressão.
O longa alimenta a fuga permanente dos jovens. Nas entrelinhas, o enredo finge explorar o universo dos adolescentes e seus sofrimentos e desilusões. No entanto, ele oferece uma hora e quarenta minutos para que eles continuem dentro de sua bolha, sem uma única vez sequer induzir ao jovem espectador à reflexão. Pelo contrário: a noção de bem estar da roteirista e diretora Lisa Azuelos, que funciona como uma vinheta musical, induz os jovens a permanecerem dentro de suas próprias fantasias, alheios ao que acontece com o mundo. 
Confira outras resenhas no site Cinema na Rede.

Na Madrugada...


É,são exatamente 03:18 da manhã.Não consigo dormir.Tomei um chá gelado,um banho quente,revirei de um lado pro outro,mas não consigo.E é tão engraçado,ele não sai da minha cabeça.Mal consigo escrever sobre ele,fico estática quando lembro.E o cheiro dele continua aqui,o gosto dele continua aqui,ele continua aqui.Mas o fato é que tenho medo de sentir.E eu tô sentindo.Poxa,eu tô sentindo.E cada vez que fecho os olhos e vejo nós dois,eu sinto mais.Cada vez que lembro do beijo,das mãos,do sorriso,eu sinto mais e mais.Alguém pode me dizer o que está acontecendo?.Eu não sei…só quero que chegue amanhã,e depois de amanhã,e depois de depois de amanhã.Só quero reencontra-lo de novo e sentir aquela paz que só ele me deu depois de tanto tempo.É,eu preciso dormir.